15 outubro 2011

Livro Expurgo

Reencarnação, Cristandade, Personagens bíblicos, Ficção, Evolução humana, reeducação espiritual, questionamentos religiosos pessoais, controvérsias, ocultações, busca da Verdade, Expurgação...

Expurgo

‎"Judas Iscariotes e o Bispo Pierre Cauchon, Inquisidor de Joana D' Arc, se enveredam pelo princípio da colonização humana terrena, desbravam períodos históricos, atravessam a atualidade da data fatídica da big apple(NY), alcançando a razão que os conduziram à tamanha viagem, aqui, no Brasil, nos palanques políticos de Minas Gerais. Portanto, o fim do mundo que espere; há muito a ser descoberto ainda sobre o início dos tempos."

Prece Fraterna

Na carência de informação, na necessidade sedenta do saber, Senhor, eis-me disposta a absorver àquilo que eu considerar originário de seu santificado espírito... Já tropecei e haverei, bem sei, de cair ainda mais; dê-me forças para o soerguimento, e para a continuidade da busca! Acaso conclua eu, ser assim tão "incrível, tão "impossível" e "insano" que a esfera planetária seja palco donde trafegamos em contínuas e intercaladas idas e vinda, galgando a evolução, peço-te Senhor, abençoai minha loucura, minha tolice e insensatez, eis que a teus olhos, mil vezes eu seja leiga, a ser capaz de entender-vos, e pecar outra vez!  

Entrevista da Escritora Flávia Neves em 08/2011

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Minutus Mundus...Lançamento 2012

Ssssshhhhiiiiii....Ouve... Fatos e feitos estão vindo à tona! Em breve, "o silêncio dos justos" cessará... EXPURGO foi só o início...Aguardem!

Pai Nosso interpretado por Abdrushin

PAI NOSSO (meu e de meu pior inimigo, de todos) que estais NO CÉU (pois a Terra é a escola de teus filhos, morada transitória e não vos comporta) santificado seja teu nome (seja qual nome for, ÉS O QUE ÉS) venha a nós o teu reino (leva-nos em regresso pra casa), seja feita A SUA VONTADE (inda que eu não a entenda) assim na terra como no céu (um é reflexo destorcido e corrompido da perfeição do outro), o pão nosso de cada dia nos dai (alimentando corpo e espírito, através das provações da alma), perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos ofende(sois nosso pai, a ti cabe a justa correição de cada qual) não nos deixe cair em tentação e livrai-nos do mal(inda que isso nos custe o corpo orgânico)...
Não copiei em íntegra, o livro não está agora a meu alcance, apenas repassando dentro da conceituação proposta. E Abdruschin sai, se desprende da temática piedosa da caridade e nos puxa as orelhas; tipo por qual razão ELE teria de voltar, PQ NÃO NÓS teríamos de nos obrigar a IR DE ENCONTRO A ELE, quem seríamos nós para ficar, "de pirrraça", batendo o pé e insistindo para que ELE regresse a nos buscar...se a obrigação de evoluir é nossa, não dele. É muito interessante a quebra da apatia humana proposta na busca do nosso amado Cristo.

Video Expurgo

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Flávia Neves Responde

Leitora: Flavia, a obra Expurgo trata-se de uma psicografia?
Flávia: Não, Expurgo não foi psicografado (costumo brincar que, "não que eu saiba" rsrsrsrs). Embora de fulcro espiritualista e, norteado dentro dos preceitos de Kardec, Expurgo foi feito de forma a preencher questionamentos, tais como "tudo e todos" que atuaram junto a humanidade, antes de Cristo, "os denominados deuses pagãos" , por exemplo, eram então apenas embustes? Se não eram embustes, qual o papel deles, aliás, quem eram ELES? A lição maior de Expurgo, entretanto, é a do julgamento daquilo que nos é imposto como certo ou errado (bem ou mal), e os apontamentos sobre quem fez "o quê" e "a quem". Havendo falta comprovada aos olhos de nosso Criador, A QUEM, Nosso Bem Amado Mestre Jesus, O Cristo, concederia o direito de se aplicar a Justiça, sobre cada um de nós, individualmente?! Sobre Judas, especificamente, ao menos em Expurgo?! É isso... 

13 outubro 2011

A Religiosidade do Blog

Haverá de ser relevante tratar, primeiramente, daquilo que estruturará o que será, de agora em diante, exposto.
O dorso da temática do blog Escritora Flávia Neves fundamenta-se naquilo que creio, independendo, aqui, de agradar a quem quer que seja, que não à necessidade implícita e nata de extravasar o que considero útil e benéfico à reflexão individual, e/ou coletiva, para se acelerar nossa evolução enquanto espécie. O que quer que eu faça, destina-se à observância superior de nosso Criador. Se sou ou me considero um instrumento Dele, a resposta comungará da dúvida, cabendo-me, entretanto, ainda assim, tentar sê-lo, a meu humanamente falho jeito, dentro das minhas limitações, em face ao degrau da evolução no momento ocupado.


Sou Cristã. Crendo em Yeshua Ben Nazir, na qualidade de filho e enviado de D'us, o D'us de Abraão, Ismael, Isaac, Jacó, Moisés, Saul, Davi, Salomão, Elias, Isaías, Judith, Esther, e por aí vai; esclarecendo o "óbvio" afim de reafirmar repulsa a toda e qualquer segregação dentre as descendências de Sarah e Hagar, todos filhos do mesmo pai, o Patriarca do Monoteísmo, Abraão.
O Mestre Yeshua ao denominar-se o "Caminho, a Verdade e a Vida", o faz na condição de Filho do Criador,  clareando que não há como seguir o Pai, sem reconhecer a legitimidade do filho. Deverá agradar a nosso bem amado Mestre,  privar-nos da adoção partidária unilateral que alimente discórdias dentre seus, "em carne", familiares. Desprovida a fundamentação, que não territorial, destarte, as muralhas separatistas que hoje imperam eclodem na necessidade de um outro termo, a juntar-se ao que denomina os cristãos... Que nós, quando legitimados pela comunhão da fraternidade universal, deixemos preconceitos de lado, evitando denominações ou comportamentos ignóbeis, tornando-nos, antes de mais nada, ABRAANISTAS.
Benditos sejam os hebreus, quer sejam judeus (messiânicos ou não), quer sejam muçulmanos! A herança da qual usufruímos é legado, em genealogia, de um ente comum a ambas as partes.
 
Sou Espiritualista: Pois é...Eis outra razão para que os cristãos evitem adaptarem-se a separatismos. O VERBO É UNO, a Trindade É UNA; as maneiras de seguir a Nosso Mestre podem ser diferentes, o que não implica em serem, necessariamente divergentes! Aceitemos os fatos: O Catolicismo é a base da cristandade (reverenciemos os mártires de outrora.), porém, é obra humana, como tal...sujeita às sandices que na qualidade de instituição religiosa, através de seus membros, cometeu. E em resposta aos abusos, vieram naturalmente as ramificações, tais como o Protestantismo e o Kardecismo, dentre tantas outras. Nenhuma, digo,  nenhuma, detém a legitimidade total, mas, penso eu, se unidas, se completam, e nos amparam sim, não resta dúvida, para nos tornarmos melhores em Cristo, por Cristo e para O Cristo!


*Meu conhecimento sobre as seitas e religiões asiáticas, indianas é restrito ao básico, nelas, todavia, sobressai a mesma busca do ser humano por seu avanço espiritual, e junção com o divino...Namastê! A casa de nosso Pai é repleta de várias moradas, "palavras do Cara", e, os pressinto em mesma, que não superior sintonia, pois que atendem ao chamado de Yeshua de forma peculiar, que é a instintiva, primando pelo equilíbrio e pela tão afamada e propagada fraternidade entre os homens, concretizada através das boas ações e das irradiações positivas! Namastê, Shalom, Asalamu Aleikum, paz e amor para que D'us esteja conosco, entre Nós, hoje e sempre! F.

Pilares Romanos


Se, e quando, alguém...ex-infrator(a)... aparentemente manifesta preocupação maior com o uso da legalidade, da diplomacia, transparência e sensibilidade, quando na ocupação de um cargo eletivo, do que um...do que alguém considerado até então, "de bem e pela ordem", não atrai bons agouros. Faz recordar um período de murrinha, pirraça, infantilidade e inconsequência, que se publicado, bem entitulado seria, "Memórias de um Botocudo".

Cada qual que responda a D' us pelos seus atos, mas, fato é que um administrador público que blinda-se a delegar responsabilidades, reforçando a solidez das muralhas que retêm porta a fora a problemática social, derruba a si mesmo, rui estruturas que talvez venham a levar gerações para serem reerguidas, e, nesse interim, arrisca-se a desmoralizar aos que o endossaram, avalizando com suas reputações o nome destemido das máculas que provoca, soterra a esperança de uso e gozo dos direitos  de  milhares de pessoas sob os escombros da justiça, pois ei-la ao chão e não, não há de ultrapassar, tal indivíduo, os rodapés das páginas dos livros de história. A administração Pública, se ensurdecida por uma elevação inesperada, demonstra despreparo e imprudência, a administração pública, se enaltecida por si mesma, permite a afronta de egos, e  na queda de braço dentre autoridades, quem perde são os demais poderes, estes atiçados em embates desnecessários entre si.

Não, não há que se falar em deuses ou demônios, e sim na consciência (ou falta dela) daqueles que pela sociedade respondem. Há muito a ser reparado, há muito ainda a ser, se assim o quiserem, a ser conquistado, desde que honrados a toga vestida, a coroa de louros, "temporária", concedida, a palavra empenhada, o ventre em que foi gerado, ou um juramento "anteriormente" prestado. Porventura, atraiçoar o Direito, por vias legais,  não seria, pois, apunhalar a Justiça?

A quem responde aquele que é servo de si mesmo? Como despertar para a realidade, quem a si mesmo embreaga, amante da letargia? A capital, recém reerguida, terá sob seus alicerces a solidez necessária para suportar a estrutura colossal, inda que escambrosa, feita de avolumados flagelos das necessidades populares não atendidas? Meia década nas sombras, menos ainda mantendo-se em foco...Até mesmo o Sol se põem...Ao reaparecer, traz consido a aurora de um novo dia, e não de um novo ontem. Valerá, esse escasso e transitório período,  por uma reputação abalizada d'antes conseguida, jogada, em derradeiro, por tão pouco, às valas e guetos da sodomia, do descomprometimento e da deslealdade para com a própria classe? Quo vadis domine? Eu o perguntaria; mas não, um "César" não ouve nada, um "César" não escuta a ninguém, que não àqueles que se dispõem a seus caprichos pessoais...Desçam ao Praetorium e proclamem que César nos atraiçoou, César arruinando a república, nos amaldiçoa, e das fronteiras da ordem, e do progresso, retornam, em retirada abatida, as legiões; confinar-se-ão, incrédulas diante o antigo fraterno que, contrário agora às suas próprias milícias, na surdina e na espreita, os aguarda tencionando, quiçá, não a sua inutilização, "seria pouco", e sim o seu extermínio. Ave César, ao menos até que venha em regresso, pela Justiça, um Bravo General, um notório Gladiador, disposto a unificar a classe a que representa, disposto a rememorar à César suas responsabilidades, e obrigações! F.

A Comunicação, o IV Poder


"Amo a escrita. Portanto, qualquer profissão que a ela se adeque, me interessa e, respeito. Amo história. Tudo e todos que a ela se agregam, me interessa e, enalteço. Qual era estamos vivendo? Como vivemos, o que esperarmos do futuro, "que futuro?" Senão aquilo que nos disponibilizamos ouvir, alimentando desânimos e ânimos, na confiante certeza de que estamos pactuados aos acontecimentos globalizados? E quem decide o que é ou não globalizado, importante, vital, crucial?


Perceberam que toda negatividade praticada por um ser humano é IMEDIATAMENTE exposta, apontada e alarmada, enquanto toda e qualquer beatitude arrasta-se anos, décadas no anonimato, vindo a imortalizar-se, em quantos casos, apenas após a deteriorização ou morte física dos que a fazem? Qual o nome dos arquitetos responsáveis pelas Torres Gêmeas? Alguém sabe? Eu não. Sabemos todos o nome, entretanto, de quem comandou sua destruição. Sabemos nome ou feitos evolutivos atuais, em continuidade? Não? Mas sabemos que continuamos em crise mundial em todo e qualquer setor; principalmente nos levando a crer que a ignorância reina e que os eruditos são raça a parte, fadada ao extermínio...Sem que assim o seja.


Assim como a funcionalidade dos três poderes da democracia depende de seus agentes, o direcionamento da mídia, a observância aquilina da imprensa têm responsabilidade sobre o que é redigido, suas influências no agora, e as consequências futuras, conquanto na condição, "assim me refiro aos jornalistas, e, espero eu, saiba a maioria, a reverência que presto ao usuar tal insígnia", explícita de ESCRIBAS DA HUMANIDADE.


Nada contra a imprensa convencional, afinal, quem somos nós sem ela! Porém, não há nada mais belo que perceber HISTÓRIA, GEOGRAFIA, ANTROPOLOGIA, ARQUITETURA, FILOSOFIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO de mãos dadas aos jornalistas contemporâneos; Os artigos que nos apresentam as revistas tais como, Super Interessante, HISTÓRIA, e doutras tantas desvinculadas do paradoxo " rede de contato social-vulgo coluna social",  verificada em atendimento pleno, é fato, via as redes sociais "virtuais", ora, o jornalismo focado como agente atuante em meio ao tear de conhecimento e informação, e não apenas de integração de classes específicas, está alumiando, e muito, o caminho que, via de regra, havia se entranhado no aroma pútrefo-adocicado das páginas sanguinolentas das trajédias diárias, ou inebriadas no ilusório e nauseante Chanel nº05, ofuscador das imensas coleções de zircônio mal lapidadas...


Quão prazeroso deixar de me aterrorizar com as bestialidades da adolescência bélica tupiniquim, armada pelos próprios traficantes lá no alto do morro, e munidas pelo descaso das autoridades, e me esbaldar na justiça sendo feita maaaais de 2.500, a 3.000 anos depois, lendo ou assistindo sobre as circunstâncias históricas que conduziram o desvendar da morte criminosa e prematura do Rei-menino, majestade suprema em nossa imaginação, Tutâncânmon, além dos apontamentos ao cretino que tal mal tramou. Não, eu não quero a alienação da realidade, ao contrário, quero crer que a capacitação de se desanuviar um crime milenar ratifica nosso intelecto a ponto de podermos crer que haverá sim, inda que tardia, evolução; pois que avançar, nós avançamos; questionar e responder nossos questionamentos, nós conseguimos, sermos ou não um bando de anti-cristos imberbes, fadados a destroçar com nossa própria existência...ora, ainda podemos definir tal perfil.


Se pudermos ver, sentir e pressentir um pouco maaaaais as práticas da caridade, os resultados da fé, se pudermos ver em atuação inda mais concretização de ideiais, inda que legados deixados por gerações pretéritas, quem sabe não tenhamos forças para atuarmos com poder resoluto sobre nossos destinos?"  F.

12 outubro 2011

Judas Iscariotes/ Reencarnando como Joana D' Arc (?)


Cogitar Judas, ao menos a figura repelente que nos foi condicionada, às feições angelicais da Donzela de Lorena, não é de imediato aceitável; quem não se assustou, estranhou, duvidou ou...prefira repelir a idéia? Eis aí o grande mistério da existência, saltando aos olhos em atestados contínuos feitos pelas mãos da própria mãe natureza...As Pérolas (acaso não são constituídas dos dejetos das ostras das quais provêm?) Diamantes, antes da lapidação, donde são encontrados, e como nos chegam? O emblema hebraico, (a estrela de Davi) em significado representa ACIMA COMO ABAIXO; "os que tiverem ouvidos que ouçam".

Se ainda nos é difícil desprendermos da mente, e do coração, a trava que nos impede vislumbrar a verdade, arraigados à vaidade mundana de pesos, medidas e cifras a acompanharem a materialização de um espírito, para ali talvez, quem sabe, identificarmos uns aos outros...ora, em quê nos diferenciamos daqueles que duvidaram que o VERBO DA CRIAÇÃO pudesse revestir-se do andrajo maior, que não era suas vestes, mas a condição perecível, frágil e condoída que é a matéria orgânica, encarnado "em-carneado",  em carne, osso, sangue e demais vísceras que por advirem do pó, e ao mesmo retornarem, A ELE COMO VERBO DETENTOR DA PERFEIÇÃO, deveria causar náuseas?! Imagine-se revestido pela constituição física de um animal; aspire o odor de um matadouro. Foi o que fez o Cristo, e em nosso sandice, preocupamo-nos ainda com as vestes simplórias, a qualidade das sandálias, e o dia a dia dele como um cidadão comum...

E agora? Judas tornou-se mais Joana? Parecemos menos ferozes, mais esclarecidos que os corpos por nossos espíritos, habitados desde os primórdios? Quem seremos a seguir? Incapacitados de encontrar grandeza na pequenez, quem somos nós HOJE, quem manteremo-nos sendo, se acaso não absorvermos o fato de que a evolução é generalizada, viável dentro da celeridade com a qual cada um de nós se predispõe a aceitá-la?!
D' us conosco, e por nós, SEMPRE!

Encontros Nostálgicos

Trinta e oito anos, e vinte e oito dias, aproximadamente. E lá vai ELA, toda pomposa e senhora de si, descendo rua abaixo portando seu Visa... O estandarte das vitórias camufla as cicatrizes do destino, e ELA, somente ELA, mais ninguém, sabe o ônus cobrado por cada lição de vida; embora omitidos seus flagelos, e silenciada a verdadeira dimensão do rombo causado por tantas quantas ausências, ELA não subestima o flagelo deixado dentro de si, e está prestes a se deparar novamente com os lembretes de que a vida segue seu curso; para todos.


Houvesse, hipoteticamente, cogitado tal encontro, é possível que ELA se desviasse; mas, as coisas se dão assim, quando menos se espera, embora se pressinta que estão para ocorrer; houveram sinais, pressentimentos, haviam recordações desenterradas, em autópsia necessária à adolescência tão enaltecida, e ao todo das estórias, por várias circunstâncias, ultimamente tão salutares, inevitável que as figuras das "melhores amigas" não viessem à tona. Improvável, totalmente impossível que, do relicário do tempo, dentre os pertences dos anos, não sobressaísse o camafeu, em alto relevo destacando traços, traços de alguém tão relevante, partícipe atuante de um período nem tão remoto assim...


Uma rica amizade, desfeita justamente pelo comprometimento de se alertar, sem que a outra parte, preferindo conscientemente a dormência da razão, a ouvisse. ELA não quis ouvir a amiga, e o custo foi, infinitamente extenso...


ELA se lembra da última vez que viu a amiga. Sua amiga estava vestida de noiva, e ELA intuiu, naquela noite, que o convite, embora feito de bom grado, seguiu em cortesia, nada mais; uma despedida simbólica, eis que ELA, diplomaticamente, pela tristeza causada à sua sempre tão fiel confidente, daquela data em diante, seria afastada. E assim foi.


Houvesse refletido, analisado melhor, refrearia a alegria de rever os parentes da amiga e, não, não seria exposta ao desconcertante desconhecimento de sua identidade; as pessoas mudam, embora permaneçam iguais em essência e ELA, ELA por breve momento, desconsiderou a distância entre ambas, sendo para lamento amargado, trazida em regresso ao presente, e nele, quanto a tudo pertinente à amiga, ELA havia deixado de existir, paralelamente sobrevivendo num universo relegado aos esquecidos...


Trinta e oito anos, e vinte e oito dias, sendo que dos dez últimos anos, mal sabia, era ELA um fantasma de si mesma, andarilha já quase apagada do arquivo principal daqueles por quem, ocultamente, em remorso abundante, grande estima inda cultuava.


E o ciclo da vida continuaria, para a amiga, e para ELA; haveria ainda muita estrada pela frente; em pensamento, desejou boa sorte, saúde, felicidade, harmonia, alegria, mas, o número telefônico concedido por conta própria, sem pedido prévio, pelo parente da saudosa amiga, ELA rasgaria assim que possível, afinal, não havia nada a ser dito, visto...nãaaao, não mais; afinal, estava tudo bem, tudo graças a Deus muito bem, obrigada, com ELAS, e isso bastava; bastaria!

ELA não estava ressentida com o esquecimento por parte dos parentes da AMIGA, ELA se ressentiu consigo mesma pelos erros passados, e, enfim, findado o cumprimento desajeitado entre as partes, seguiu ELA rumo a...onde mesmo? Ah sim! Rumo às compras...


Lamentou, isso é fato, que dentre tantas aquisições, nenhuma poderia, jamais, substituir o valor do camafeu em alto relevo, guardado no relicário da memória, embora eternizado junto a cada trincadura.
F.