13 outubro 2011

Pilares Romanos


Se, e quando, alguém...ex-infrator(a)... aparentemente manifesta preocupação maior com o uso da legalidade, da diplomacia, transparência e sensibilidade, quando na ocupação de um cargo eletivo, do que um...do que alguém considerado até então, "de bem e pela ordem", não atrai bons agouros. Faz recordar um período de murrinha, pirraça, infantilidade e inconsequência, que se publicado, bem entitulado seria, "Memórias de um Botocudo".

Cada qual que responda a D' us pelos seus atos, mas, fato é que um administrador público que blinda-se a delegar responsabilidades, reforçando a solidez das muralhas que retêm porta a fora a problemática social, derruba a si mesmo, rui estruturas que talvez venham a levar gerações para serem reerguidas, e, nesse interim, arrisca-se a desmoralizar aos que o endossaram, avalizando com suas reputações o nome destemido das máculas que provoca, soterra a esperança de uso e gozo dos direitos  de  milhares de pessoas sob os escombros da justiça, pois ei-la ao chão e não, não há de ultrapassar, tal indivíduo, os rodapés das páginas dos livros de história. A administração Pública, se ensurdecida por uma elevação inesperada, demonstra despreparo e imprudência, a administração pública, se enaltecida por si mesma, permite a afronta de egos, e  na queda de braço dentre autoridades, quem perde são os demais poderes, estes atiçados em embates desnecessários entre si.

Não, não há que se falar em deuses ou demônios, e sim na consciência (ou falta dela) daqueles que pela sociedade respondem. Há muito a ser reparado, há muito ainda a ser, se assim o quiserem, a ser conquistado, desde que honrados a toga vestida, a coroa de louros, "temporária", concedida, a palavra empenhada, o ventre em que foi gerado, ou um juramento "anteriormente" prestado. Porventura, atraiçoar o Direito, por vias legais,  não seria, pois, apunhalar a Justiça?

A quem responde aquele que é servo de si mesmo? Como despertar para a realidade, quem a si mesmo embreaga, amante da letargia? A capital, recém reerguida, terá sob seus alicerces a solidez necessária para suportar a estrutura colossal, inda que escambrosa, feita de avolumados flagelos das necessidades populares não atendidas? Meia década nas sombras, menos ainda mantendo-se em foco...Até mesmo o Sol se põem...Ao reaparecer, traz consido a aurora de um novo dia, e não de um novo ontem. Valerá, esse escasso e transitório período,  por uma reputação abalizada d'antes conseguida, jogada, em derradeiro, por tão pouco, às valas e guetos da sodomia, do descomprometimento e da deslealdade para com a própria classe? Quo vadis domine? Eu o perguntaria; mas não, um "César" não ouve nada, um "César" não escuta a ninguém, que não àqueles que se dispõem a seus caprichos pessoais...Desçam ao Praetorium e proclamem que César nos atraiçoou, César arruinando a república, nos amaldiçoa, e das fronteiras da ordem, e do progresso, retornam, em retirada abatida, as legiões; confinar-se-ão, incrédulas diante o antigo fraterno que, contrário agora às suas próprias milícias, na surdina e na espreita, os aguarda tencionando, quiçá, não a sua inutilização, "seria pouco", e sim o seu extermínio. Ave César, ao menos até que venha em regresso, pela Justiça, um Bravo General, um notório Gladiador, disposto a unificar a classe a que representa, disposto a rememorar à César suas responsabilidades, e obrigações! F.

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