21 novembro 2011

À Justiça Divina





"Teu poder flui do sentido faltoso, tua deficiência agigantou o teu instinto; e se tua natureza é humana, em essência tu és divina...Ergue-te, pois, de tua letargia, e assume, faz-se necessário, teu posto original; abdique o quanto antes de tua procrastinada reclusão e, novamente em alerta ouça! Não, não são sussurros, são gemidos roucos dos que, esmorecidos, já não conseguem clamá-la...Os frutos de tua inércia se alastram nutrindo abatimento coletivo...O lacre da caixa foi rompido, Pandora sozinha não reterá a esperança, a não ser que a fé encontre em ti caridoso auxílio...Sê por todos Sacra Thêmis, minha mãe, filha e irmã! Tu, outrora sonho dos fracos, és hoje o pesadelo do humilde. Logo tu, d'antes mitificada e temida, fostes condicionada ao reles status de lenda urbana, e devaneio de insanos...Eu, que preparei-me para servir-te, testemunho dia a dia o escorraço dos bravos, a vandalização de teus templos e a marginalização daquilo que representavas...Até quando?Até quando a JUSTIÇA manter-se-á curva, silenciosa e apática? Até quando aqueles que acorriam para ti irão, assim como eu, em repulsa inconsciente, desacreditar-te sensata e amistosa aos detentores do vero direito? Teus olhos sangram? Minha'lma também! JUSTIÇA DIVINA mostra-te!"

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