06 dezembro 2011

Para Além da Auto-Ajuda / Alberto Pantoja












"O tempo que vale

não é o tempo certo.

...mas é o tempo do desencontro do eu com as suas ficções,

é o tempo do vivido. É o tempo das possibilidades..."

Alberto Pantoja


Livro: Para Além da Auto-Ajuda.








"Doc. Pantoja,

O carinho que faz por merecer, é seu!"

Abço,

Flávia

Alberto Pantoja
apantoja.blogspot.com

04 dezembro 2011

Precatórios, Educação e Saúde em MG





Há perpétuo entendimento de que, quanto mais impotente um ser humano diante de outro, mais próximo da sua presença; há o raciocínio repreensível e absurdo de sarcasmo das lideranças mundanas de que ao clamá-lo...bom, o oprimido e o injustiçado desabafa ao léu, sujeitando suas lamúrias ao vácuo...Tem sido assim faz um bom tempo.

Minha vida é prova de sua intervenção, a vida de quantos assim o é; e daí?

Procurando ser justa, talvez eu tenha deixado de ser BOA comigo e aos meus interesses. Adiantou?

Procurando ser justa, desencantei-me do direito. Te pergunto, Mestre, e acaso fui só eu a me desencantar?

Amando ao próximo, e ao próximo fazendo aquilo que eu gostaria fosse feito a mim, e aos meus, Senhor, ôh Senhor, conheceis minha estrada melhor que eu mesma...Preciso eu relatar as frustrações, as decepções e mágoas? Precisaria eu delatar nomes e datas? E estou só nessa tristeza, Mestre?

Não, eu não ensejo uma vida em perfeição, mas, eu posso almejar um destino maior e melhor! Vivemos um período de transição? Que o enfrentemos então! Há outro jeito?

Cada qual grita pelas dores que sente e reconhece! Eu grito pelas viúvas, ainda grito pelos órfãos de servidores públicos do Estado de Minas Gerais; sou antes de procuradora de muitos, também eu, órfã de servidor público!

Grito por cifras surrupiadas pela atual administração, e que representam mais que um rombo financeiro, representam um calote moral, um oportunismo leviano e barato, ao qual meus braços femininos ardem por uma musculatura que não possuem, para, tal qual um irmão mais velho, refrear a caçulas infantes faltosos...E a verdade é que consigo enchergar "togas romanas" no governo de Minas. Eu consigo farejar a devassidão dos bastidores, que se estende dos birôs aos aposentos de seres que, mais uma vez ,perpetrarão dolo coletivo.

E eu ali, em meio a coletividade, bradando por algo...Bradando por algo que só haverá de ser ressarcido fora daqui, fora desse mundo corrompido e corruptível. A não ser que interceda, Meu Senhor!

Se eu pudesse...NÃO! Isso EU POSSO! E, podendo, o FAÇO!

Peticiono a D'us Pai, Filho e ao Espírito Santo, que a administração de Antônio Augusto Anastasia SE HUMANIZE, PÁRE de furtar viúvas e órfãos, "inda que amparados na legalidade, pois que nem tudo que é permitido é justo", PÁRE de contrair débitos absurdos para um futuro que poucos estão dispostos a reviver! Que se rompa o círculo malquisto e maldito de injustiça e alienação, que os abusos da Procuradoria e contadoria atual, em nome de D'us, sejam retidos e detidos, e que a Educação e a Saúde, Jesus de Nazaré, os mineiros são CRISTÃOS em praticamente totalidade! Que em seu nome, em temor ao PODER DO FILHO DO ALTÍSSIMO, se refaçam pela Sec. de Educação e Cultura e pela Saúde! Baixe sobre, quer saber de uma coisa, o troço é direto!

BAIXE SOBRE O GOVERNADOR EM EXERCÍCIO a tua destra! Que o STF verifique as imensuráveis irregularidades que norteiam a execução dos TÍTULOS PRECATÓRIOS E O DESLEIXO COM OS EDUCADORES, que é sim, desleixo com as gerações vindouras!






Minha impotência, minha indignação, minha revolta e tristeza, rasgando meu coração, te entrego! Não eu não me envergonho de minha mirrada condição diante os "gigantes que enfrento", e ó, é seu parente em carne, não me leve a mal, mas sabeis que Davi não me é estimado! Não quero ser Davi não! Te entrego todos os meus Golias!

Sabe melhor quando, como e onde atuar sobre eles! O homem que divinizo, o divino que humanizo É QUEM É, e SE MOSTRARÁ A CONTENTO!

Sê por nós, Mestre! Sê por mim e me ampara! Estenda seus braços e me impeça a queda no abismo de descrença, da desesperança ao qual esse...Governante e seu séquito me lançaram, a mim e a tantos!

Os lembre de quem são ELES perante o seu Poder e a sua AUTORIDADE!

F.

03 dezembro 2011

Sobre o livro "EU, PILATOS" de Maurício Santini

Ao personagem de EU, PILATOS,

Ilmo. Sr. Millmann,

Que a paz crística já o tenha alcançado, esteja onde estiver, seja "Millmann" pseudônimo de quem for!

Moço, quem é você que, de forma sintetizada, consegue explanar ideologias tão similares às que nutro? Da página 90 a + ou - 116...PqP! Nó!

Não, eu não senti nada de "anormal ou incrível" enquanto absorta contigo nas viagens de tempo e espaço, Millmann, senti não; o que aguçou minha atenção, despertando maior interesse ao narrado, foi a sintonia e identificação de no mínimo uns 88,88888% de nossos textos e DA MENSAGEM emblemada neles...

Através de você, personagem "Millmann", o escritor Maurício Santini descortina um Pilatos que, a bem da verdade, não me impressiona quanto às circunstâncias que o conduziram a exercer seu papel na maior das Sagas, e sim pelo lado humano por trás do procônsul, um lado humano completamente viável, se considerados os padrões de historicidade dos indivíduos da época e, oriundos da capital "dos dominantes do mundo de então!" A faceta de uma autoridade em nada divergente ou distante dos que detêm o controle sobre as massas na atualidade.

Consegui, no Pilatos de Maurício Santini, Millmann, "misericórdia, meu D'us", mas, consegui numa mirabolante estratégia "frankenstein", dissecar Pôncio, e encontrar de Pilatos o asco, a ironia, o descaso, a vaidade tola e o pensamento pífio de quantos de nossos líderes, e até de gente próxima a mim. Eeee, doeu; a ignorância dói; e a ignorância de nossos fraternos, ao sustentarem a cegueira oportuna ao atendimento dos clamores da carne, doeu.





E, se Maurício responde por Pilatos, e eu por Iscariotes, convergindo tantas coincidências textuais, me perguntei: "Será isso obra...bom, eu não acredito no acaso; mas, qual o significado, a relevância das vozes que se erguem, e por qual razão no tempo atual?" Apenas momento oportuno, no qual as mentes estão tão abertas quanto o pensamento humano, que talvez nunca, após o advento da cristandade, esteve tão livre para se expressar?
Ou vivemos realmente um momento de especialidade quase tangível, em que o inconsciente coletivo do SER HUMANO inadmite permanecer aquiescendo com o que pressente não ter fundamento racional?






Quantos, pergunto, quantos mais, Millmann, somados a Maurício e eu, devem estar erguendo estandartes imperceptíveis à maioria? E que necessidade é essa de "precisarmos", o verbo aqui é precisar e não querer, de precisarmos acreditar que estamos sendo úteis, "servindo" a um propósito que sequer, ao menos no meu caso, se sabe ao certo qual é?

A data fictícia da natividade se aproxima, e assim como o 29/09 para "os Millmanns", a hipócrita e satírica ocasião de celebrar um fato que, deveria ser refletido, sobrepuja em nós um misto de ansiedade pelo amanhã, saudade do ontem, numa desafortunada ode ao apego à cronologia mundana. Dingo bell à todos nós!

Historiadores e enredos parecem eclodir, verdades agressivas de personalidades eméritas, e virtudes ocultadas de seres imortalizados na trágica condição de desprezíveis, varrem vigorosamente os escombros do oportunismo, da leviandade de outrora, a fim de ceder lugar..."Hãm?" Ceder lugar "a quem, a quê e quando?"

Sejamos capazes de ao menos ajudar ao homem a se libertar dos grilhões da dependência! Quer seja Expurgo, Diário de Maria madalena de autoria de Eliade M.M, quer seja Eu, Pilatos, de Maurício Santini, que todos eles sejam exemplos de que cada um PODE se creditar, e com auto-confiança, se creditar a possibilidade de estar ou encontrar seu "elo personalíssimo" com DEUS, com nosso Criador, e que Yeshua, O CRISTO, PODE E DEVE ser entendido e aceito na completude daquilo que representou, e que representa!

Talvez assim a humanidade se toque de que, em nosso benefício, Cristo, veio para servir; e se o filho de D'us serviu, qual o real impedimento de servirmos NÓS, a nós mesmos, galgando a ascensão coletiva?

Shalom, Millmann!

Shalom!
Flávia




"Taí um livro que comprei ao acaso, sem indicação ou coisa similar, e que eu gostei, me fez bem ler, e interpretar nas entrelinhas, tanto de minhas próprias reflexões. E, essa é minha maneira de parabenizar o autor de EU, PILATOS, Maurício Santini."