03 dezembro 2011

Sobre o livro "EU, PILATOS" de Maurício Santini

Ao personagem de EU, PILATOS,

Ilmo. Sr. Millmann,

Que a paz crística já o tenha alcançado, esteja onde estiver, seja "Millmann" pseudônimo de quem for!

Moço, quem é você que, de forma sintetizada, consegue explanar ideologias tão similares às que nutro? Da página 90 a + ou - 116...PqP! Nó!

Não, eu não senti nada de "anormal ou incrível" enquanto absorta contigo nas viagens de tempo e espaço, Millmann, senti não; o que aguçou minha atenção, despertando maior interesse ao narrado, foi a sintonia e identificação de no mínimo uns 88,88888% de nossos textos e DA MENSAGEM emblemada neles...

Através de você, personagem "Millmann", o escritor Maurício Santini descortina um Pilatos que, a bem da verdade, não me impressiona quanto às circunstâncias que o conduziram a exercer seu papel na maior das Sagas, e sim pelo lado humano por trás do procônsul, um lado humano completamente viável, se considerados os padrões de historicidade dos indivíduos da época e, oriundos da capital "dos dominantes do mundo de então!" A faceta de uma autoridade em nada divergente ou distante dos que detêm o controle sobre as massas na atualidade.

Consegui, no Pilatos de Maurício Santini, Millmann, "misericórdia, meu D'us", mas, consegui numa mirabolante estratégia "frankenstein", dissecar Pôncio, e encontrar de Pilatos o asco, a ironia, o descaso, a vaidade tola e o pensamento pífio de quantos de nossos líderes, e até de gente próxima a mim. Eeee, doeu; a ignorância dói; e a ignorância de nossos fraternos, ao sustentarem a cegueira oportuna ao atendimento dos clamores da carne, doeu.





E, se Maurício responde por Pilatos, e eu por Iscariotes, convergindo tantas coincidências textuais, me perguntei: "Será isso obra...bom, eu não acredito no acaso; mas, qual o significado, a relevância das vozes que se erguem, e por qual razão no tempo atual?" Apenas momento oportuno, no qual as mentes estão tão abertas quanto o pensamento humano, que talvez nunca, após o advento da cristandade, esteve tão livre para se expressar?
Ou vivemos realmente um momento de especialidade quase tangível, em que o inconsciente coletivo do SER HUMANO inadmite permanecer aquiescendo com o que pressente não ter fundamento racional?






Quantos, pergunto, quantos mais, Millmann, somados a Maurício e eu, devem estar erguendo estandartes imperceptíveis à maioria? E que necessidade é essa de "precisarmos", o verbo aqui é precisar e não querer, de precisarmos acreditar que estamos sendo úteis, "servindo" a um propósito que sequer, ao menos no meu caso, se sabe ao certo qual é?

A data fictícia da natividade se aproxima, e assim como o 29/09 para "os Millmanns", a hipócrita e satírica ocasião de celebrar um fato que, deveria ser refletido, sobrepuja em nós um misto de ansiedade pelo amanhã, saudade do ontem, numa desafortunada ode ao apego à cronologia mundana. Dingo bell à todos nós!

Historiadores e enredos parecem eclodir, verdades agressivas de personalidades eméritas, e virtudes ocultadas de seres imortalizados na trágica condição de desprezíveis, varrem vigorosamente os escombros do oportunismo, da leviandade de outrora, a fim de ceder lugar..."Hãm?" Ceder lugar "a quem, a quê e quando?"

Sejamos capazes de ao menos ajudar ao homem a se libertar dos grilhões da dependência! Quer seja Expurgo, Diário de Maria madalena de autoria de Eliade M.M, quer seja Eu, Pilatos, de Maurício Santini, que todos eles sejam exemplos de que cada um PODE se creditar, e com auto-confiança, se creditar a possibilidade de estar ou encontrar seu "elo personalíssimo" com DEUS, com nosso Criador, e que Yeshua, O CRISTO, PODE E DEVE ser entendido e aceito na completude daquilo que representou, e que representa!

Talvez assim a humanidade se toque de que, em nosso benefício, Cristo, veio para servir; e se o filho de D'us serviu, qual o real impedimento de servirmos NÓS, a nós mesmos, galgando a ascensão coletiva?

Shalom, Millmann!

Shalom!
Flávia




"Taí um livro que comprei ao acaso, sem indicação ou coisa similar, e que eu gostei, me fez bem ler, e interpretar nas entrelinhas, tanto de minhas próprias reflexões. E, essa é minha maneira de parabenizar o autor de EU, PILATOS, Maurício Santini."

2 comentários:

  1. E me sinto compreendido e complementado. Obrigado pelas palavras, Flávia!
    Maurício Santini

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  2. Oi Flávia ! Estou passando para lhe mandar uma abraço e parabenizar pelo blog viu!!

    Guilherme

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