18 maio 2012

Membro se retira da Comissão de Negociação de Precatórios em Minas Gerais


Eis que em suas palvras estão "as sucintas" razões do não envolvimento "inclusive" deste escritório no tangente à Comissão. Estamos bem representados? Sim. Seríamos ouvidos? NÃO.

Por qual razão? Ora? Até um leigo entende que cifra é cifra, e tem valor idêntico, quer seja para o Estado ou para o cidadão, independendo de serem ali credor e devedor, ou o inverso.

As medidas legais também estão disponíveis a qualquer neófito estagiário em nossa militância, que dirá àqueles que além de títulos carregam o dever de nos representar?!

 Houve, por algum momento que fosse, a ilusão de que não se sentiu que os grilhões que nos seguravam (Via Comissão), não fossem da excessiva "cortesia ao Mestre in Legis, ocupante do Executivo", uma cortesia que não foi hora nenhuma devoluta à classe a qual o atual gestor eleito pertence? Houve a ilusão de que não sentimos que os Membros possam ter sido ludibriados? Quais as razões para tamanha inclinação, já que afrouxamento, num embate frente a Procuradoria, se advinda de profissionais tão gabaritados como são os membros da Comissão, sabemos ser absurda? Sabe-se lá Deus ou o Diabo a razão capaz de hipnotizá-los, permitindo que se alquebrasse os brios dos representantes dos credores, nos sujeitandoao trato mísero de pedintes mendicantes, pendentes e dependentes da caridade de uma estrutura governamental completamente alienada e, usando de suas palavras, RAPINEIRA!

Além de espraguejar, "em que se pese ao dobro" aos filhos de viúvas e da viúva, em tal aberração jurídica envolvida, via parágrafos soltos em estórias fictícias de lançamentos literários de curto alcance, e artigos em blogs pessoais, ora, o quê nós, "os comuns" podemos contra os que detém autoridade? Eu os Expurguei, quer um exemplar? Envio com gosto! Embora precise de atualização, pois que o personagem fica braaaavo com o abatimento de 30% sobre o valor da dívida, e agora o deságil subiu...Enfim, estão todos expurgados, mas e daí? E na prática?  

A justiça não é uma utopia, o direito é que se tornou uma sátira; e a platéia, em riso e gozo, infelizmente, é composta pelos que a bem da verdade, caro colega militante, dos que à ética e a valoração dos princípios juraram defender; sejam ou estejam de um lado ou outra da situação em foque; a farfalhante platéia é composta dos que deveriam impedir que a lei se tornasse alvo de tão baixo apontamento e sujeição, é fato.

Devemos estar a resgatar dívidas precatoriais de vidas de outrora, só assim justificando tamanho abatimento.

Não sei quanto a dimensão do lastro da decepção dos ilustres colegas, mas, ela só veio a alimentar a minha já existente tristeza; o mundo pode ser dos homens, mas a consciência de nossos feitos é individual, e, que não venhamos a só ter noção dos estragos avalizados aos direitos de nossos clientes, à moral do Estado perante os olhos populares, e à nossa própria classe, em momento tardio.

Meus respeitos, extensivos à Comissão a que pertencia, e, à Ordem dos Advogados do Brasil/Secção Minas Gerais.


Flávia Neves Soares
OAB/MG 77.107



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