03 outubro 2012

O Poder e a Responsabilidade...

Acaso perguntem o que penso da política, direi que é um mal necessário. Alguém precisa, é inevitável, assumir o controle e direcionar a sociedade pra "coisa" andar, ou a própria sociedade, perdendo a funcionalidade comum, que é a razão de sua existência, rui. O mal da política veio implícito às benesses concedidas aos cargos eletivos! Política, de ato cívico, travestiu-se na prática ilícita da cafetinagem do poder.

Político e Diplomata são diferentes. Um sabe o que tem de ser feito e a quê se presta, o outro não! Diplomacia é uma coisa, politicagem é outra desastrosamente diferente! Ousaria dizer que uma existe para evitar que o pior aconteça por causa da outra!

Quem paga impostos? O contribuinte. Quem é o contribuinte? O povo. Quem representa o povo, quer tenha sido eleito, ou tenha prestado concurso público são, pois os componentes das autarquias públicas e/ou assomados aos representantes dos Poderes, que, independente da hierarquia interna, deveriam, de maneira simplista, lamber o saco da nação e não sujeitar a nação a violação e degradação de si mesma.

Política? Preferiria não entender nada não senhor, e sair do mundo alienada das aberrações que presencio, comungando com meus compatriotas da total impotência de se alterar qualquer coisa no presente. Que o futuro saiba, todavia, que sou malquista pela cobrança da verdade,e que não, isso não é agradável, prático nem bonitinho! Dói. Convivo com isso, mas gritar a surdos, ser ignorada em seu direito legítimo, dói cólicas menstruais, só que na alma!

Dizem que PALAVRA TEM PODER. Cadê o meu? Dizem que a Justiça é reta; então por qual motivo me pego nos percalços da advocacia a ser lançada em ângulos para mais de 180o, tendo magistrados a contemplarem a expropriação do trânsito em julgado de ações, numa obediência canina ao que não é correto, além de vilipendiarem o princípio da imparcialidade escancarando conivência a calote a credores públicos?!

E aaaaaaaaaaai de mim se me queixar! A fdp mais cretina é aquela que nada contra a maré! Aaaaaai de mim se esperar socorro de OAB, de Corregedoria, ou do raio que me parta!Tô no limbo!

Política? Política é ter de receber em casa, a bofetada moral do "jornalzim da minha classe" condecorando o líder do executivo mineiro, como se o sujeito não fosse responsável por uma das mais frias gestões das quais se tem notícia em nosso ESTADO! Como se o camarada não houvesse "em conluio SÓ DEUS SABE COM QUEM", frustrado a labuta dos militantes contrários a administração pública, deflagrando a verdadeira COAÇÃO à sujeição de negociação de acerto dos Precatórios para menos da metade de seu valor real tanto a credor quanto a seus procuradores!

Política? Política é servir de chacota para o judiciário e o executivo, e não ter a quem recorrer! Não é lindo? Dizem que palavra tem poder, que a justiça tarda mas não não falta, que aqui se faz e aqui se paga, etc, etc, etc...Dizem tanta coisa...E daí? E eu lá quero vendeta? Maior praticidade me traria a solução para os impasses das desigualdades, das anedotas do abuso do poder, da autoridade, seja ela quem for!

Cada vez que ouço ou leio sobre o Min. Joaquim Barbosa me dá vontade de refazer a faculdade, de não ser aulocída e me agregar ao sistema, em respeito a ELE e a vários mestres que tive, naturalmente; mas aí eu recordo quantos mensalões houveram antes, quantas Georginas das Previdências, quantos políticos mineiros que detonaram o IPSEMG, e quantas lutas vivenciei, das quais trago sequelas, sem vitória na prática, pois deram um jeito de extirpa-la...Alquebraram até a rala coroa de louros pelo estrago advindo às vidas de viúvas e órfãos...Política... e vão continuar liquidando irregeneravelmente com o que quer que possam lançar mão no erário público... "O Min. Joaquim Barbosa vai dar conta? Vai. Mas ele não é eterno. Eterna, entretanto, é a sede do homem por fama, poder e glória. A ambição humana é irrefreável e, enquanto houverem maaaaaaaaaaaaais privilégios que deveres e responsabilidades para as lideranças, estaremos alimentando a besta descomunal que multiplica as cabeças a cada eleição.

Há necessidade de políticos, os políticos, todavia, não carecem do tanto que recebem. Há necessidade do sistema se e somente se funcional, e não teatral. Estou em Roma...uma Roma sodomita e já decadente, complacente com seus vícios, inebriada com seu próprio reflexo, embora destorcido da realidade.

Nãaaao, não estou apta a política nem propensa a nada por hora. Por instantes chego a torcer para que o fim do mundo esteja próximo. Se nada houver no porvir, ao menos as expectativas estarão findadas e todo torpor enojante dessas criaturas peçonhentas perecerão com eles, e do pó ao pó, o pó do mundo os venceria, Mandantes do Mundo que pretensiosamente pensaram ser!

Flávia Neves.

2 comentários:

  1. ADOREI, FOI QUASE UM DESABAFO EU ACHEI ISSO E VOCÊ ESTÁ ABSOLUTAMENTE CERTA EM SEUS COMENTÁRIOS. PARABÉNS PELO BLOG.

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  2. Obrigada Nilce. Tomara que em meio tantos alguns de nossos representantes se toquem, né não? Abço carinhoso, F.

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