14 fevereiro 2013

Virgínia e Aurora estão chegando!


Anuncio que enfim estou gerando! Estou em processo de gestação de duas personagens.

São duas anciãs lindas, duas "sem corpo" que despertaram, "por alguma razão", em sua terra natal, um lugarejo das Minas Gerais...Elas percorrerão as repaginadas vielas e ruas relembrando os primórdios da cidadela; passearemos com elas pelo final do século XIX e meados do século XX de forma que suas recordações nos permitam conhecer e resguardar a veracidade sobre o padrão comportamental individual dos formadores de cada pequena comunidade, percebendo como e em que intensidade o proceder de cada um afetava ao todo, e o poder que as escolhas de condução de vida ancestral detiveram outrora e se mantém geração após geração, embora implicitamente, quer via genealogia biológica ou fardo espiritual (respeitando-se aqui o credo de cada um).


A herança cultural das guardiãs da moral e dos bons costumes, veladoras incompreendidas de uma moralidade considerada quantas vezes excessiva e hipócrita, se revelará quem sabe valorosa aos dias atuais, e assim como Virgínia e Aurora venham talvez a compreender a necessidade impactante da quebra de muitos de seus arcaicos e retrógados conceitos, quem sabe poderá o século XXI compreender que certos hábitos, certos "ditos populares" se mantidos e acatados pouparia a coletividade dos abusos precoces e desgostos constantes advindos de uma geração sem limites desprovidas dos grãos de areia daquilo que à formação de caráter do homem faz tanta falta, seja lá o que for.


As irmãs Virgínia e Aurora vão discorrer, divagar, conversar como nossas avós conversavam nas beiras dos fogões à lenha, ao fim do dia, sobre os acontecimentos rotineiros da vida, de forma atemporal e debochada, espiritualizada e inda assim imperfeitamente humana; serão contos embasados na famosa, mal falada, porém, sempre tão usada boa e velha FOFOCA!


O pau vai comer, o veneno vai escorrer, as contas dos terços vão estar lá, e ainda assim elas hão de falar, hão de nos contar o mal praticado pela arma mais belicosa do mundo, "a língua", quando posta contra a vida alheia, elas vão contar como era o sapatear em ferida de adversário, espraguejar com ou sem justa causa (veremos Deus atuando em Juízo, e olha, Deus magistrando...É O CARA), o dobrar joelho e o agradecer por salvações de rinhas pessoais pífias se comparadas à problemática mundial, mas o mundo de quem é pequeno e pequeno também, nem por isso menos grandioso! 


As personagens ( que levam nomes em homenagem e por gosto peculiar da autora, de parentes maternas reais já falecidas, porém que são personagens puramente fictícias) foram geradas no dia do anúncio da renúncia do Papa.


Quanto a tamanho despautério dentre as muralhas da Santa Sé, "eis que assim as personagens receberiam a surpreendente notícia", Virgínia e Aurora oportunamente se apresentam deixando no blog suas impressões. Paciência com elas, leitores, e principalmente comigo; elas estão em processo de gestação e tanto o aspecto físico quanto o linguajar é ainda completamente fetal! Em breve Virgínia e Aurora desabafando seus sentimentos sobre o Papa Bento XVI, e já a todo vapor começando a contar "causos procês". 
Flávia Neves

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