07 agosto 2013

"Foi levado por ANÁS a CAIFÁS, que, pelo transcrito nos evangelhos, já de muito tramava contra o pregador galileu. E o final da estória, um dos maiores engodos judiciosos de que se tem notícia, todos conhecemos...Digitei o nome Caifás no Google tentando pesquisar, afora os relatos históricos judaicos, sobre o infame julgador de nosso Mestre. Para minha surpresa, pouco é relatado a despeito de um dos mais significativos personagens da cristandade, José de Caifás, genro de Anás e Sumo sacerdote judeu que manteve-se no poder por tempo incomum para a época, 18 anos. Além do fato de se apresentar como o antagonista mor da trama anti-nazareno, nenhuma outra menção posterior é feita. Esperava encontrar textos, relatos espiritistas que desanuviassem os rumos de Caifás e o mostrasse com racionalidade histórica, como bem se tenta fazer quer com os apóstolos, quer com Judas Iscariotes, Maria Madalena, quer com personagens de 2a. grandeza, tais como soldados portadores da lança, ou o ferido por Pedro, Malco. Mas...Nada. Quem foi Caifás? Em quê pensava, o que pretendia? Jesus morreu por suas mãos para defender o quê? Os interesses envaidecidos de um homem vaidoso, de uma gleba de sacerdotes desconfiada e orgulhosa ou em defesa de um povo, de uma nação, como é dito que Caifás declarou? Responsável que era por manter a neutralidade entre religião(judaica) e Estado( dominação romana)para se evitar um confronto direto, terá tido alguma boa intenção o homem que inquiriu Jesus e, a posteriori, Pedro e João Evangelista? Quais os rumos reencarnatórios de Caifás? E se consentirmos aos princípios da reencarnação, devemos aceitar que vidas foram vividas pelos seres que circundavam nosso Mestre, antes da missão em si, destarte, qual foi o preparo de Caifás para assumir ante o mundo a responsabilidade de vivificar as profecias e ceifar a vida terrena do filho do Altíssimo? -Flávia Neves

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