07 agosto 2013

"O bem-estar e a riqueza se têm espalhado, mas é acaso por suas riquezas que uma sociedade se engrandece? O objetivo do homem na terra é, porventura, levar uma vida faustosa e sensual?
Não! Um povo não é grande, um povo não se eleva senão pelo trabalho, pelo culto da justiça e da verdade.
Em que se tornaram as civilizações do passado, aquelas em que o indivíduo não se preocupava senão com o corpo, com as suas necessidades e as suas fantasias? Acham-se em ruínas; estão mortas.
Voltamos a encontrar, precisamente em nossa época, as mesmas tendências perigosas que as perderam: são as que consistem em tornar tudo adstrito à vida material, em constituir objeto e fim da existência a conquista dos prazeres físicos. A crítica e a consciência materialistas restringiram os horizontes da vida. Às tristezas da hora presente acrescentaram a negação sistemática, a acabrunhadora ideia do nada.
E por esse modo agravaram todas as misérias humanas; arrebataram ao homem, com as mais seguras armas morais de que dispunha, o sentimento de suas responsabilidades; abalaram até às suas profundezas o próprio foro íntimo do eu. Assim, gradualmente, os caracteres se vão abatendo, a venalidade cresce, a imoralidade se alastra como imensa chaga. O que era sofrimento se converteu em desespero. Os casos de suicídio se têm multiplicado em proporções até aqui desconhecidas – coisa monstruosa e que em nenhuma outra época se viu: este flagelo do século até as próprias crianças tem contaminado.
Contra essas doutrinas de negação e morte falam hoje os fatos. Uma experimentação metódica, prolongada, nos conduz a esta certeza: o ser humano sobrevive à morte e o seu destino é obra sua." (...) - Léon Denis. - Obra Cristianismo e Espiritismo.

"Nossa maior guerrilha pessoal, possivelmente deva refletir o equilíbrio entre a valoração de nossos feitos e a cifra de seus efeitos. Ninguém é tão grande que não tenha acima dele um maior; ninguém é tão pequeno e insignificante que não mereça ser ouvido; ninguém é tão ignorante que não possa ser instruído, mesmo que não por nós, mas pela vida e suas lições naturais e individualíssimas ao longo da estrada; ninguém é tão sábio que nada tenha a aprender e por pior que seja uma situação, há nela algo a nos acrescer. Tentar driblar o destino adequando-nos a essas e várias outras máximas, já é difícil, imagine a experiência da existência aos que ainda teimam, insistentemente, arraigados ao materialismo, ao egoísmo e o poder ilusório das posses ilegítimas?" - Flávia Neves.

Nenhum comentário:

Postar um comentário